Margareth Amorim
*00.00.1980    +11.12.2003

Em 11 de dezembro de 2003, por volta das 06.55 horas, na Rua Dom Joao Maria Ogno altura do número 11 na Vila Matilde, São Paulo Capital, Adilson Silva Anulino, efetuou diversos disparos de arma de fogo contra três vítimas, sendo elas:-

A estudante Margareth Bispo Rodrigues Amorim, a sua barriga gestacional de sete meses e,  o seu irmão.

Os disparos, que atingiram Margareth e sua filha, ainda no ventre, produziram-lhes ferimentos que as levaram a óbitos.  

Caso

Margareth Bispo Rodrigues Amorim, uma jovem de 23 anos, grávida de sete meses, havia se separado do até então namorado, Fernando Zarone Centrone, em razão da convivência doentia, marcada por diversas idas e voltas que somada às cenas de ciúmes, tornara o relacionamento instável, mas, que duraram quatro anos.

Mesmo com a separação, e, passado um ano, o casal ainda se encontrava esporadicamente; foi em uma dessas reconciliações, que a estudante teria engravidado.

No entanto, Margareth só veio a ter certeza da gravidez, no quarto mês de gestação.

Ela teria procurado Fernando, que teria lhe exigido que fizesse um aborto e que se isso não acontecesse, ele iria matá-la.

Discordando dessa possibilidade, a jovem decidiu assumir sozinha a gravidez, dispensando qualquer participação de Fernando, o que para ele era inaceitável e o incomodava.

Mesmo o casal não mantendo mais em contatos, Margareth recebia varias intimidações. Entre as ameaças, uma das que consta dos autos, é que Fernando teria aterrorizado e chantageado advertindo-a de que caso não interrompesse a gestação, ele iria passar com o carro por cima da barriga dela.

Com medo, por conhecer a personalidade problemática de seu algoz, Margareth saia de casa apenas para o trabalho e a Universidade, porém, sempre na companhia do irmão Junior.

No entanto, nenhuma cautela teria sido o bastante para tolher alguma crueldade.

E assim, no dia onze de dezembro de 2003, minutos antes das sete horas da manhã, Margarete e o irmão estavam na calçada próxima da casa onde moravam, aguardando uma carona para irem ao trabalho. Foi aí, que perceberam que uma moto já havia passado por eles indo e vindo, algumas vezes.

Numa dessas vindas, o condutor teria parado o veículo, e o garupa, desceu atirando em direção às vítimas.  

 

Oito tiros contra a estudante de direito de 23 anos e grávida de sete meses, onde a maioria dos disparos se deu no ventre da jovem. Jovem essa, que mesmo diante do medo, e das ameaças, aguardava feliz e ansiosa a chegada de seu primeiro bebê, uma menina, porém, mãe e bebê não resistiriam...

Junior, irmão de Margareth, foi atingido por três disparos da arma de fogo, onde almejavam também a sua morte, mas, diante de um pronto e eficaz atendimento prestado a vítima, ele sobreviveu e identificou os participantes do crime.

No decorrer do inquérito, se apurou que o crime fora ordenado por Fernando Zarone Centrone, ele juntamente com um amigo que reconhecido por duas testemunhas apontaram com exatidão Marcos Guerreiro, planejaram e executaram.

Foi Marcos Guerreiro inclusive que teria contratado o atirador, Adilson Silva Anulino.

Noventa dias, foi o tempo que esteve preso no início do processo, beneficiado por um Habeas Corpus, se manteve em liberdade por mais 14 anos, onde foi levado a júri popular e condenado a 22 anos de prisão, porém como conseguiu o direito de recorrer da sentença em liberdade, ficou foragido até dezembro de 2018.

Atualmente Fernando Zarone Centrone, cumpre a pena em Tremembé.

Adilson Silva Anulino foi preso preventivamente em janeiro de 2019, mas, pleiteia na justiça o direito a liberdade, alegando estouro de prazo da P.P., sem que se tenha configurado a culpa.

Marcos Guerreiro está com o pedido de prisão preventiva decretada, mas continua foragido e de acordo com a polícia, é dono de longa ficha criminal, onde coleciona crimes de roubo, estelionato, tráfico de drogas, falsidade ideológica e outros. Conforme denúncias, ele se passa por policial e está escondido em Ubatuba ou imediações.

Portanto, próximo de completar 17 anos dessa barbárie, e mesmo na luta, clamando ajuda e socorro às autoridades, os familiares, e sentem na pele a incompetência, a crueldade e a injustiça.   

 Por Elizabeth Misciasci

 

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