Gabriel Kuhn
*21.03.1995    +23.07.2007

Gabriel menino dócil e muito inteligente, excelente aluno, tinha vários amigos, adorava ver televisão e jogar handebol, basquete, futebol e vôlei ou seja um menino saudável e feliz que teve sua vida cruelmente ceifada por um menor de 16 anos. Este menor assassino estuprou Gabriel e para esconder seu crime, esquartejou sua vítima, serrando suas pernas o que causou enfim a morte do menino, enrolou o corpo com uma mangueira de borracha para tentar puxá-lo para um alçapão existente no teto da casa e assim esconder o corpo. 

A vítima e o assassino conviveram como vizinhos e eram tido como amigos, passando grande parte da infância juntos, em Blumenau – Santa Catarina. Apenas uma coisa separava Gabriel de seu assassino, a frieza. O menor assassino era filho de pai alcoólatra, era descrito como um garoto educado, tímido e retraído.

 

Naquele dia da tragédia a mãe de Gabriel precisava ir ao centro da cidade. Ela trabalha como artesã, o que reforçava o orçamento familiar e precisava realizar algumas cobranças e comprar materiais. O irmão mais velho da vítima tinha consulta com o dentista e o pai saiu normalmente para mais uma jornada de trabalho. A mãe disse a Gabriel que ele deveria tomar café, arrumar sua cama e poderia então usar o computador. “Aqui em casa cada um tinha um dia de ir no computador, quando era a vez dele ficava todo feliz”,recorda-se a mãe. 

 

Gabriel telefonou para o vizinho, pedindo se poderia ir lá para brincar. Eram mais ou menos 8h25min quando Gabriel saiu de casa. Por volta de 9h30min, o menor assassino ligou para a mãe que estava em Nova Trento e perguntou se ela demoraria a retornar para casa. Ao ouvir a confirmação ele pôs em prática seu crime. Abusou sexualmente de Gabriel e quando percebeu que o menino estava desacordado tentou estrangulá-lo, mas estrangular uma pessoa não é tão fácil e  ao perceber que ele permanecia vivo, porém desacordado, tentou esconder o corpo do amigo no sótão. Não obtendo sucesso, cortou as pernas com uma faca e uma pequena serra.

 

Gabriel estava ainda vivo ao ter suas pernas serradas acabou morrendo por hemorragia. Ao retornar do dentista o irmão mais velho (16 anos) da vítima verificando que Gabriel não estava em casa, foi procurá-lo na residência do menor assassino. Chegou na porta e viu muito sangue e as pernas do irmão. Nesse momento correu para chamar o primo, entraram na casa e viram o menor assassino. Acreditavam que dentro da casa havia um ladrão, não imaginaram que o algoz seria o próprio amigo e vizinho. “Eles ainda chegaram a perguntar por que ele não havia chamado os bombeiros, acreditavam que ele tinha caído e se machucado”, conta à mãe da vítima.

 

Mas perceberam que menor assassino estava muito nervoso e agitado, entenderam então que o crime havia sido cometido por ele.

Pediram ajuda, logo os bombeiros já chegaram no local, junto com centenas de curiosos, imprensa e polícia. Todos estavam estarrecidos. A cena que se via era de extrema crueldade. Uma das primeiras pessoas a chegar ao local do crime foi a Delegada Rosi Serafim, que logo desconfiou  do abuso sexual, o menor assassino negou o tempo todo. Contou a delegada uma versão de que haviam brigado por jogos de computador. Até então não havia o laudo da necropsia, por tanto não havia prova do abuso sexual, de acordo a Delegada, já havia, porém, suspeitas de que o estupro poderia ter acontecido levando em conta o quadro encontrado do quarto do menor assassino. A cama estava em total desordem, os móveis fora de lugar, isso fez com que a Delegada pedisse o exame para verificar se houve ou não abuso, o que foi posteriormente comprovado.

 

O menor foi condenado à pena máxima prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, três anos de reclusão no Centro de Internação de Provisória de Lages. O que é nada diante da extrema crueldade deste assassino! A família da vítima nunca mais será a mesma, sua mãe e pai irão conviver com a dor para sempre e seu irmão além de conviver com a dor, terá que lidar com o trauma de ter visto toda a crueldade praticada contra seu irmão.  

 

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1783432-EI5030,00.html

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