Emily Guedert de Araujo
*17.01.1994    +20.05.2007

A vida desta menina foi interrompida, más de certo não deixaremos cair em esquecimento sua alma alegre, generosa, carinhosa e amiga. Quantas vezes nós, seus pais estávamos tristes por algum motivo, e assim como de repente ela aparecia com um doce sorriso que, somente ela tinha e, conseguia fazer-nos um carinho na alma, aliviando as sensações ruins daquele momento. Era como um analgésico aquele sorriso. Por diversas vezes ouvimos de várias pessoas entre parentes e amigos nossos e dela sobre este sorriso lindo e carinhoso que ela tinha. Enfim em pouco mais destes treze anos de vida, pegando depoimentos dos que dela se cercaram fica a certeza da história de um belo livro, e que talvez o titulo fosse "Um anjo  ao nosso lado".    

BREVE HISTÓRICO

 

Desde seu nascimento, como toda criança, só trouxe alegria a sua família. Menina doce e alegre, de trato fácil, foi sem dúvida um presente sublime que todos que dela ganharam um sorriso guardam imensas saudades. Estudante exemplar, atleta dedicada e, acima de tudo filha muito carinhosa. Nos seus pouco mais de treze anos de vida, fez uma legião de amigos e fãs incondicionais. Fez balé no pré-primário que cursou na Escola Castelinho. Nos sete anos que fez do 1º Grau  no Colégio Nascimento, foi várias vezes campeã nos torneios internos de matemática, estudou xadrez e flauta, participou de peças de teatro, jogou handebol disputando o torneio “TV Tribuna” ficando como artilheiro de seu time, disputou torneios internos na modalidade de futebol de salão, mas o que mais gostava era o voleibol que disputava pelo Clube de Regatas Tumiarú , chegando inclusive no início de 2007 a fazer parte da seleção feminina de voleibol da Prefeitura de São Vicente, por quem disputou algumas partidas.

Fez o 1º catecismo na Igreja Nossa Senhora das Graças dos 11 aos 12 anos e até seu falecimento estava cursando inglês.

Sua vida interrompida tragicamente por um projétil disparado de uma arma, à queima roupa, ação feita por um marginal de 14 anos de idade, que não obtendo sucesso no seu intuito de roubar-lhe uma máquina fotográfica, covardemente e sabedor de sua impunidade tomou esta atitude monstruosa. Muito provavelmente por pura inveja, de sua beleza e da situação que naquele momento encontrava-se, cercada de amigos e feliz. Vida que talvez este garoto nunca tenha tido. Fica aqui a pergunta; Qual a culpa que esta menina teve sobre a situação da criação deste marginal? A situação precária e a miséria, que na realidade ele não fazia parte, justifica assassinatos?  É justo pagar com a vida o descaso com que o governo trata sua população?


Emily era apenas uma criança e, nem ela nem sua família pertencem a classe política que é sem dúvida o maior responsável pelas mazelas da sociedade ou sequer fazem parte da tão mal falada elite administrativa do País.

A má distribuição de renda, a falta de segurança, ensino ruim, falta de saúde etc., isso apenas para enumerar as mazelas mais intolerantes, pois se levarmos adiante veremos a corrupção, a inércia, incompetência e por ai vai, não justificam tantos crimes impunes, não justificam menores de idade empunhando armas e tirando vidas desta sociedade também sofrida.

Não podemos generalizar más sabemos ser corrente no meio de tantos políticos desonestos a frase dita (ou escapada) recentemente por um "nobre" deputado em uma entrevista "estou me lixando para a opinião pública". O importante para eles é que no final, por sabe-se lá que forma (talvez até escusas) acabam sendo reeleitos, mantendo assim a triste realidade de nossa infeliz população.

Que o relato e desabafo acima sirva de alerta e faça com que pensemos melhor na hora de escolhermos nossos representantes. Não deixe que sua escolha permita a estes políticos permanecerem no poder largando a população à própria sorte.

 

Wilson Caetano - pai da Emily

Ong Emily Uma Paixão Pelo Vida

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